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A conceituação de Extensão Universitária que orienta o Plano Nacional de Extensão Universitária expressa um posicionamento da universidade diante da sociedade em que se insere. Sinaliza uma universidade voltada para os problemas sociais com o objetivo de encontrar soluções através da pesquisa básica e aplicada, visando realimentar o processo ensino-aprendizagem como um todo e intervindo na realidade concreta.
“A Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre universidade e sociedade. A Extensão é uma via de mão dupla, com trânsito assegurado à comunidade acadêmica, que encontrará, na sociedade, a oportunidade de elaboração da práxis de um conhecimento acadêmico. No retorno à Universidade, docentes e discentes trarão um aprendizado que, submetido à reflexão teórica, será acrescido àquele conhecimento. Esse fluxo, que estabelece a troca de saberes sistematizados, acadêmico e popular, terá como consequência: a produção do conhecimento resultante do confronto com a realidade brasileira e regional; a democratização do conhecimento acadêmico e a participação efetiva da comunidade na atuação da Universidade. Além de instrumentalizadora desse processo dialético de teoria/prática, a Extensão é um trabalho interdisciplinar que favorece a visão integrada do social.” (Plano Nacional de Extensão 2001/2010)
Essa concepção de extensão impõe grandes desafios:
- Assumir uma luta pela institucionalização das atividades de extensão, tanto do ponto de vista administrativo como acadêmico, o que implica a adoção de medidas e procedimentos que redirecionam a própria política da universidade;
- Possibilitar a produção de conhecimento na interface universidade/comunidade, priorizando as metodologias participativas e favorecendo o diálogo entre categorias utilizadas por pesquisados e pesquisadores;
- Discutir e aprofundar um novo conceito de sala de aula, que não se limite ao espaço físico da dimensão tradicional, mas compreenda todos os espaços, dentro e fora da universidade, em que se realiza o processo histórico-social com suas múltiplas determinações, passando a expressar um conteúdo multi/inter/trans-disciplinar, como exigência decorrente da própria prática.
- Afirmar o estágio curricular como um dos instrumentos que viabilizam a extensão enquanto momento da prática profissional, da consciência social e do compromisso político, sendo computado para a integralização curricular de docentes e discentes.
Dessa maneira configura-se uma universidade comprometida com a responsabilidade social e a relação desta com as transformações no processo pedagógico, no qual alunos e docentes constituem-se como sujeitos participantes
A concepção de uma Universidade comprometida com a responsabilidade social e a relação desta com as transformações no processo pedagógico, no qual alunos e docentes constituem-se como sujeitos participantes, tem sido um compromisso da UEMG ao longo de sua trajetória.
Na UEMG, as atividades de extensão têm se desenvolvido atreladas a sua natureza multicampi, o que tem feito com que a Universidade possibilite processos de reflexão e de produção do conhecimento a partir de uma base de sustentação dialógica entre ensino e extensão. Assim, desde as grandes áreas de origem das escolas da UEMG: artes, educação, tecnologia à expansão para as áreas de engenharia, política pública, ciências físicas, exatas e sociais, a ênfase na formação docente e na busca de soluções para questões da realidade mineira e brasileira foram constituindo e instituindo as práticas universitárias da UEMG.
Desta forma, um debate sobre a extensão em sua interface com o ensino e a pesquisa tem sido fundamental no seu percurso, especialmente no contexto atual que aponta para a expansão universitária da UEMG a sua consolidação no âmbito das universidades públicas brasileiras.
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